Aula 93 ROMA PERÍODO MONÁRQUICO (753 a.C. - 509 a.C.)

TEMA: ROMA PERÍODO MONÁRQUICO (753 a.C. - 509 a.C.)
Nossa aula foi:
6ºA, quarta-feira, 27 de agosto de 2025.
6ºB, segunda-feira, 25 de agosto de 2025.EIXO TEMÁTICO
A invenção do mundo clássico e o contraponto com outras sociedades
 
HABILIDADES
(EF06HI11) Caracterizar o processo de formação da Roma Antiga e suas configurações sociais e políticas nos períodos monárquico e republicano.
Matriz de Habilidades Essenciais
Analisar a formação de Roma Antiga, entendendo como esse período histórico estabeleceu as bases para a civilização romana e influenciou o desenvolvimento do mundo ocidental.
 
OBJETIVOS DE CONHECIMENTOS
As noções de cidadania e política na Grécia e em Roma:
 
CONTEÚDO
Inclusão e exclusão na Antiguidade Grega e Romana.
 
METODOLOGIA:
Os objetivos da aula são:
Compreender a organização política, social e econômica de Roma no período monárquico.
Identificar os principais grupos sociais romanos e seus papéis.
Reconhecer as funções do rei, do Senado e da Assembleia Curial.
Refletir sobre as mudanças que levaram ao fim da monarquia e ao início da República.
Para tanto, nos serviremos da seguinte estrutura de aula:
Apresentar o problema inicial:
"Por que a monarquia romana chegou ao fim e foi substituída pela República?"
Orientar a leitura em pares do texto-base, destacando palavras-chave
1. Reis
Autoridade suprema durante a monarquia.
Funções: chefe militar, chefe religioso e juiz.
Fiscalizados pelo Senado e pela Assembleia Curial.
Exemplo: Tarquínio, o Soberbo (último rei).
 
2. Patrícios
Descendentes dos fundadores de Roma (latinos).
Nobreza da sociedade romana.
Base econômica no latifúndio (grandes propriedades rurais).
Detinham os principais privilégios políticos e sociais.
 
3. Plebeus
Pequenos proprietários, comerciantes e estrangeiros.
Maioria da população romana.
Inicialmente sem direitos políticos (não participavam da Assembleia nem ocupavam cargos públicos).
Conquistaram direitos ao longo do tempo por meio de lutas sociais.
 
4. Clientes
Homens livres que se associavam aos patrícios.
Prestavam serviços pessoais em troca de auxílio econômico e proteção.
Relação de dependência social.
 
5. Escravos
Prisioneiros de guerra em número reduzido nesse período.
Funções: domésticas, agrícolas, artesanais, professores, capatazes.
Considerados propriedade dos senhores (sub-humanos).
O senhor podia castigá-los, vendê-los ou até decidir sobre sua vida e morte.
 
6. Senado
Conselho formado por cerca de 300 chefes de famílias patrícias (anciãos).
Funções: propor leis, fiscalizar o rei, aconselhar e manter a tradição.
Instituição fundamental da vida política romana.
 
7. Assembleia Curial
Formada por cidadãos agrupados em cúrias (dez clãs ou gens cada).
Integrantes eram soldados aptos ao exército.
Funções: eleger altos funcionários, aprovar/rejeitar leis e aclamar o rei.
 
8. Agricultura
Principal atividade econômica no período monárquico.
Produtos mais importantes: trigo, azeite e vinho.
Sustentava a subsistência da população.
 
9. Pecuária
Atividade complementar à agricultura.
Fornecia carne, leite e couro.
Gado usado também para tração de arado.
 
Aplicar uma metodologia ativa – Jogo de Associação:
Preparar cartões com imagens/palavras (ex.: patrícios, plebeus, reis etruscos, agricultura, Senado).
 
Orientar os alunos a associarem cada termo a uma breve explicação ou função (baseada no texto).
 
Promover a troca dos cartões entre grupos para ampliar o debate.
 
Promover debate guiado:
Espera-se que os alunos sejam capazes de identificar os fatores econômicos, entender a hierarquia social e política e compreender a relação entre poder e conflito social, percebendo como isso levou à transição de monarquia para república.
1. Quais fatores sustentavam a economia romana no período monárquico?
Respostas esperadas:
Agricultura (trigo, azeite, vinho) como base principal.
Pecuária fornecendo carne, leite e força para o arado.
Comércio e indústria doméstica em papel secundário.
Trabalho escravo em menor escala, mas já presente.
 
2. Quem concentrava os privilégios sociais e políticos?
Respostas esperadas:
Os patrícios, descendentes dos fundadores de Roma.
Constituíram a nobreza e donos das grandes propriedades rurais (latifúndios).
Controlavam o Senado, a Assembleia Curial e a própria monarquia.
Exerciam domínio sobre os clientes e mantinham privilégios negados aos plebeus e escravos.
 
3. Por que os patrícios depuseram Tarquínio, o Soberbo?
Respostas esperadas:
Tarquínio aproximou-se da plebe, o que ameaçava os privilégios patrícios.
Os patrícios sentiram-se prejudicados pela perda de poder político e social.
Esse descontentamento levou à deposição do rei etrusco.
O fim da monarquia abriu caminho para a República Romana.
 
Produzir em grupos um cartaz/esquema com a divisão social de Roma (patrícios, clientes, plebeus e escravos) e a estrutura política (rei, Senado e Assembleia Curial).
 
Material didático:
Seduc GO, NetEscola, 6º ano, Terceiro Bimestre.
 
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Responder individualmente por escrito:
1. Quem eram os patrícios e qual era sua importância?
Eram os descendentes dos latinos, fundadores de Roma.
Formavam a nobreza romana, donos dos grandes latifúndios.
Constituíram a camada dominante, controlando o poder político, social e religioso.
 
2. Quem eram os plebeus e quais foram suas conquistas?
Eram pequenos proprietários, comerciantes e imigrantes vindos de regiões conquistadas.
Inicialmente não tinham direitos de cidadania: não podiam exercer cargos públicos nem participar da Assembleia Curial.
Ao longo do tempo, lutaram por seus interesses e conquistaram alguns direitos e privilégios antes restritos aos patrícios.
 
3. Quais eram as funções do rei, do Senado e da Assembleia Curial?
Rei: autoridade suprema, chefe militar, religioso e juiz.
Senado: conselho formado por chefes de famílias patrícias; propunha leis e fiscalizava a ação do rei.
Assembleia Curial: composta por cidadãos agrupados em cúrias; elegia altos funcionários, aprovava leis e aclamava o rei.
 
4. Por que a monarquia chegou ao fim?
Os últimos reis eram etruscos e se aproximaram da plebe, o que descontentou os patrícios.
Os patrícios, que controlavam o poder, depuseram o rei Tarquínio, o Soberbo.
Essa deposição marcou o fim da monarquia e o início da República Romana.
 
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒
Atividade simplificada com lacunas e múltipla escolha:
 
Os patrícios eram: ( ) nobres / ( ) escravos.
 
Os plebeus eram: ( ) maioria da população / ( ) donos das grandes terras.
 
O rei era também: ( ) chefe militar e religioso / ( ) apenas agricultor.
 
O último rei de Roma foi: Tarquínio, o ______ (Antigo / Soberbo).
 
MATERIAL:
ROMA PERÍODO MONÁRQUICO (753 a.C. - 509 a.C.)
1. O estudo deste período que durou quase dois séculos e meio é baseado em pesquisas arqueológicas e na interpretação das lendas e tradições. Durante a monarquia (ou realeza), Roma foi dominada por outros povos que lá viviam como os etruscos, que durante cerca de cem anos dominaram a cidade, impondo-lhe seus reis. Acredita-se que, durante a Monarquia, Roma teve sete reis: Rômulo, Numa Pompílio, Túlio Hostílio, Anco Márcio, Tarquínio, o Antigo, Sérvio Túlio e Tarquínio, o Soberbo. Desses reis, os quatro primeiros eram italiotas, e os três últimos, etruscos.
2. Durante o período monárquico, a agricultura e a pecuária foram as atividades que predominaram entre os romanos para a obtenção de seus meios de subsistência. O trigo, o azeite e o vinho eram os produtos agrícolas mais importantes. O gado, além de fornecer a carne e os laticínios, era utilizado como tração no arado.
3. A indústria e o comércio figuravam como atividades secundárias. A indústria doméstica (armas e utensílios) bastava para as necessidades mais imediatas. O comércio não chegou a dar origem a uma classe profissional, uma vez que as operações mercantis permaneceram nas mãos dos grandes proprietários rurais.
4. A sociedade romana dividia-se em camadas, dispostas segundo os privilégios de nascimento.
4.1 Patrícios: descendentes dos latinos, fundadores da cidade de Roma. Composta pela nobreza, que tinha suas bases assentadas na grande propriedade rural (latifundium); constituíam a camada dominante da sociedade romana.
4.2 Clientes: eram homens livres que se associavam aos patrícios prestando-lhes diversos serviços pessoais, em troca de auxílio econômico e proteção social.
4.3 Plebeus: pequenos proprietários, comerciantes e estrangeiros que constituíam a grande maioria da população romana. Constituía-se de imigrantes vindos, sobretudo, de regiões conquistadas pelos romanos. A princípio, os plebeus não tinham direitos de cidadão: não podiam exercer cargos públicos, nem participar da Assembleia Curial. Entretanto, lutando por seus interesses, os plebeus foram conquistando uma série de direitos e privilégios reservados só aos patrícios.
4.4 Escravos: prisioneiros de guerra, em número reduzido no período monárquico. Trabalhavam nas mais diversas atividades, como serviços domésticos e trabalhos agrícolas. Desempenhavam as funções de capatazes, professores, artesãos etc. O escravo era considerado um mero bem material, uma coisa subumana, uma propriedade do senhor. Por isso, o senhor tinha o direito de castigá-lo à vontade, de vendê-lo, de alugar seus serviços, de decidir sobre a sua vida ou morte.
5. Durante muito tempo, a monarquia esteve sob controle dos patrícios.
5.1 Rei: a autoridade suprema. Era o chefe militar e religioso e juiz. Era fiscalizado pela Assembleia Curial e o Senado.
5.2 Senado: conselho formado por velhos cidadãos, responsáveis pela chefia das grandes famílias (gens).  As principais funções do Senado eram: propor novas leis e fiscalizar a ação do rei. Formado nos primeiros tempos, por trezentos velhos chefes de famílias patrícias escolhidos pelo rei.
5.3 Assembleia Curial: compunha-se de cidadãos que estavam agrupados em cúrias (conjunto de dez clãs ou gens). Seus membros eram soldados em condições de servir o exército. A Assembleia tinha como principais funções: eleger altos funcionários, aprovar ou rejeitar leis, aclamar o rei etc. A aproximação dos reis etruscos com a camada plebeia levou os patrícios a deporem o rei etrusco Tarquínio, o Soberbo, dando fim à monarquia e instituindo a República em Roma.

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