Aula 67 República Romana (510 a.C. - 27 a.C.)

TEMA: República Romana (510 a.C. - 27 a.C.)
Nossa aula foi:
6ºA, quarta-feira, 19 de agosto de 2026. Retomada quinta-feira, 20 de agosto de 2026.
6ºB, quarta-feira, 19 de agosto de 2026. Retomada quinta-feira, 20 de agosto de 2026.
6ºC, quarta-feira, 19 de agosto de 2026. Retomada quinta-feira, 20 de agosto de 2026.
EIXO TEMÁTICO
A invenção do mundo clássico e o contraponto com outras sociedades
 
HABILIDADES
(EF06HI11) Caracterizar o processo de formação da Roma Antiga e suas configurações sociais e políticas nos períodos monárquico e republicano.
Matriz de Habilidades Essenciais
Analisar a formação de Roma Antiga, entendendo como esse período histórico estabeleceu as bases para a civilização romana e influenciou o desenvolvimento do mundo ocidental.
 
OBJETIVOS DE CONHECIMENTOS
As noções de cidadania e política na Grécia e em Roma:
 
CONTEÚDO
Inclusão e exclusão na Antiguidade Grega e Romana.
 
METODOLOGIA:
Os objetivos da aula são:
Compreender a transição da Monarquia para a República em Roma.
Identificar as principais instituições políticas romanas durante a República.
Analisar a concentração de poder dos patrícios e a luta dos plebeus por direitos.
Refletir sobre a importância da participação política e da cidadania na Roma Antiga.
Para tanto, nos serviremos da seguinte estrutura de aula:
Apresentar o problema inicial: “Como os romanos organizaram o poder político após o fim da monarquia?”
Organizar os alunos em duplas para leitura orientada do texto-base, destacando palavras-chave
Senado: instituição política formada por 300 membros patrícios vitalícios; cuidava das tradições religiosas, finanças, política externa, concessão de honras, controle das províncias e indicação de ditadores.
 
Cônsules: dois magistrados eleitos anualmente pela Assembleia Curiata; principais funções eram comandar os exércitos, convocar o Senado e organizar os cultos públicos.
 
Ditador: figura nomeada em tempos de crise, com poder absoluto por até seis meses.
 
Magistraturas: cargos públicos exercidos por cidadãos para administrar funções específicas de Roma, inicialmente dominados pelos patrícios.
 
Assembleia Curiata: formada por patrícios adultos; tinha como principal função eleger os cônsules.
 
Assembleia Centuriata: responsável por eleger censores, pretores e questores; organizada de acordo com divisões militares e sociais.
 
Assembleia Tribunícia: formada por representantes das tribos urbanas e rurais; elegia os edis, responsáveis por supervisionar os serviços públicos.
 
Censores: eleitos a cada cinco anos; faziam o censo populacional, arrecadavam impostos, fiscalizavam obras públicas e a conduta dos cidadãos.
 
Pretores: magistrados responsáveis pela justiça em Roma, nos campos e nos julgamentos envolvendo estrangeiros.
 
Edil: magistrado responsável pela supervisão dos serviços públicos da cidade, como mercados, obras e organização urbana.
 
Questores: administradores do tesouro público, guardado no templo de Saturno.
 
Patrícios: membros da elite fundadora de Roma; concentravam privilégios sociais, políticos e econômicos.
 
Plebeus: pequenos proprietários, comerciantes, artesãos e estrangeiros; maioria da população, que conquistou direitos políticos gradualmente.
 
Tribunos da Plebe: magistratura criada pelos plebeus; seus representantes tinham o poder de defender os interesses da plebe e vetar decisões contrárias a ela.
 
Propor uma Metodologia Ativa – Jogo de Papéis (Role Play):
Cada grupo representará uma instituição romana (Senado, Assembleia Curiata, Assembleia Centuriata, Assembleia Tribunícia, Cônsules, Tribunos da Plebe).
Os alunos deverão apresentar em cartaz/esquema as funções dessa instituição e explicar como ela atuava na República.
 
Promover um debate guiado, destacando:
1. Quem tinha mais poder político na República?
Espera-se que os alunos identifiquem que o Senado, formado por patrícios, concentrava o maior poder político.
Eles podem destacar que o Senado controlava as finanças, a política externa, indicava ditadores e tinha forte influência sobre os cônsules.
 
2. Como os plebeus conquistaram direitos?
Espera-se que os alunos percebam que os plebeus conquistaram direitos progressivamente, por meio de lutas sociais e conflitos com os patrícios.
Eles devem reconhecer a criação da magistratura dos Tribunos da Plebe como marco central na defesa dos interesses plebeus.
Podem também apontar que, com o tempo, os plebeus passaram a ocupar cargos públicos e participar da elaboração de leis.
 
3. O que permanecia parecido com a monarquia?
a) Espera-se que os alunos notem que a República preservou elementos da monarquia, como:
i. A escolha de cônsules (em lugar de um rei, mas com funções semelhantes, como comando militar e organização dos cultos).
ii. A existência de um ditador em momentos de crise, que concentrava poder absoluto, lembrando a figura de um monarca.
b) Também podem perceber que os patrícios ainda mantinham privilégios, como no período monárquico.
 
Material didático:
Seduc GO, NetEscola, 6º ano, Terceiro Bimestre.
 
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Atividade escrita individual:
1. Quem eram os cônsules e quais eram suas funções?
Eram os principais magistrados da República Romana, eleitos anualmente pela Assembleia Curiata, sempre dois ao mesmo tempo.
Suas funções incluíam: organizar os cultos públicos, comandar os exércitos e convocar o Senado.
Em tempos de instabilidade, podiam nomear um ditador com poderes absolutos por seis meses.
 
2. Qual a importância do Senado na República Romana?
Era a instituição política mais importante da República, formada por membros da classe patrícia (trezentos senadores vitalícios).
Suas funções eram: cuidar das tradições religiosas, controlar as finanças, tratar da política externa, indicar ditadores e controlar as províncias.
O Senado representava o centro do poder político e de decisão em Roma.
 
3. O que eram os tribunos da plebe e por que foram importantes?
Eram magistrados criados para representar e defender os interesses dos plebeus, conquistados após lutas sociais.
Tinham o poder de vetar leis e decisões que prejudicassem os plebeus.
Foram importantes porque marcaram o avanço da participação política da plebe, reduzindo a exclusividade de poder dos patrícios.
 
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒
Atividade simplificada com frases curtas e opções de resposta:
 
Os cônsules comandavam os exércitos? ( ) Sim ( ) Não
 
O Senado cuidava das finanças e da política externa? ( ) Sim ( ) Não
 
Os tribunos da plebe defendiam os interesses dos plebeus? ( ) Sim ( ) Não
 
Leitura acompanhada em pares para garantir compreensão do texto.
 
Uso de imagens e esquemas visuais para reforçar as instituições e cargos políticos.

ATIVIDADE: https://wayground.com/join?gc=60749561
 
MATERIAL:
República Romana (510 a.C. - 27 a.C.)
1. A queda do regime monárquico representou o início da hegemonia política dos patrícios em Roma. O Senado passou a ser uma instituição política de importância fundamental e teve o seu número de representantes elevado de cem para trezentos membros, todos oriundos da classe patrícia, que exerciam o cargo em prazo vitalício. Entre outras funções, os senadores deveriam zelar pelas tradições religiosas, cuidar das finanças, tratar da política externa, indicar um ditador, conceder honras e controlar as províncias.
2. As sessões do Senado eram sempre convocadas por um magistrado que organizava os trabalhos e pautas a serem discutidas naquela ocasião. Ao longo de uma mesma sessão, os senadores tinham o direito de proclamar um discurso. Logo que proferia sua opinião a respeito de um assunto ou lei, ele poderia se retirar por uma das duas portas do Senado. Se optasse pela passagem à sua direita, significava seu favor em relação à medida; saindo pela esquerda, manifestava sua desaprovação.
3. Mesmo abandonando o modelo monárquico, percebemos que a Roma Republicana ainda preservou alguns traços deste regime. A cada ano, a Assembleia Curiata, formada somente por patrícios adultos, escolhia dois cônsules. Sendo o mais importante cargo das magistraturas, os cônsules tinham como funções primordiais a organização dos cultos públicos, o comando dos exércitos e a convocação do Senado. Em tempos de instabilidade, poderiam indicar um ditador que teria poder absoluto por seis meses.
4. A chamada Assembleia Centuriata era incumbida de escolher aqueles que seriam responsáveis pelas atividades assumidas em outras duas magistraturas. A primeira delas era referente aos censores, eleitos a cada cinco anos, faziam a contagem da população, arrecadavam os impostos, fiscalizavam as obras públicas e zelavam pela conduta dos cidadãos. Outra votação decidia quem seria os pretores, responsáveis pelas questões de justiça na cidade, nos campos e entre os estrangeiros. Os membros da Assembleia Tribunícia eram escolhidos entre trinta e cinco tribos existentes em Roma, sendo a maioria delas proveniente dos campos e o restante da própria cidade. Em votação, eles escolhiam aqueles que ocupariam anualmente a função de edil, responsável pela supervisão dos serviços públicos.
5. Além disso, também tinham poder para decidir quem seriam os questores, ou seja, os magistrados que administravam o tesouro público guardado no templo de Saturno. Em um primeiro momento, observamos que a maioria dos cargos públicos e postos políticos era controlada por indivíduos provenientes da classe patrícia. Contudo, os conflitos sociais que se desenvolveram em Roma transformaram o quadro político romano. Progressivamente, membros da classe militar e os plebeus também puderam ocupar cargos de magistratura e votar leis de seu interesse ao criarem, por exemplo, a magistratura dos tribunos da plebe.

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